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Todas as “Nossas Senhoras” são a mesma Virgem Maria; Mãe de Jesus. Seus títulos estão ligados a histórias e lendas, que no mosteiro de Bouro, Portugal, na capela de S. Miguel da Abadia, ficou somente um monge eremita de hábito negro, da ordem de S. Bernardo.

Os outros religiosos abandonaram o Mosteiro durante as guerras com os árabes.
Um fidalgo da corte portuguesa foi se juntar ao eremita solitário. O fidalgo queria afogar a tristeza que lhe ficara por causa da morte de sua esposa.
Em certa noite, os dois religiosos viram aparecer, na garganta da serra, uma luz misteriosa e viva. Correram logo para aquele lugar e encontraram uma imagem da Virgem, esculpida em pedra. Resolveram construir ali uma capela.

Outros solitários se uniram a eles e começaram a construção de uma Abadia.
Dom Afonso Henriques, em 1148, engrandeceu essa Abadia, concedendo muitas rendas e o senhorio do Couto do Bouro.
Mais tarde os monges, já professos, sentindo que o local da Abadia era muito áspero e desabrigado, resolveram construir mais adiante que é hoje o atual convento.
Então verificaram o milagre da Virgem. Por mais esforço que fizessem, a imagem não se mantinha no novo convento, reaparecendo na Abadia.

Hoje, ao fundo de um grande lago, com alpendres avarandados, está o templo de Senhora da Abadia, e na sua frontaria, em oratório, protegida por grades de ferro fica a imagem da Virgem.
Todo dia 15 de agosto, acorrem numerosos romeiros, que assistem a missa de joelhos, espalhando-se pelo grande largo, alpendres e arcadas.